O Meio vs Hereditariedade

A hereditariedade é transmissão da informação genética de uma geração para a seguinte, no qual proporciona potencialidades que precisam de um meio favorável para se desenvolver.O meio exerce influência sobre o indivíduo, no qual o mesmo não existe isolado. Neste caso, resulta uma interação entre o organismo (projecto genético) e o seu meio físico e social. O Homem tem a capacidade de se adaptar ao meio, transformando-o. Para assegurar a sua sobrevivência desenvolveu acções sobre o meio. Assim surge as comunidades que desenvolvem manifestações culturais que são muito marcadas pela época e por um conjunto de características específicas que lhe dão uma identidade própria. As diferentes culturas correspondem à padrões culturais próprios como: costumes, sistemas de valores, normas políticas, religiosas e morais, atitudes, hábitos, formas de se comportar, pensar, sentir. As concepções de mundo e de vida constituem cultura.O meio intra-uterino afecta o desenvolvimento físico e mental do feto através da corrente sanguínea da mãe em situações como: a ingestão de medicamentos, determinadas doenças (toxoplasmose, rubéola, diabetes e ainda perturbações emocionais), que podem provocar malformações ou excesso de choro, situações de toxicodependência e alcoolismo transferindo para o feto determinadas carências relativamente às substâncias consumidas, regime alimentar, etc.

Conhecimento Cientifico e senso comum.


Na tentativa de entender as situações praticas do cotidiano, o homem utilizou o senso comum  para formular a conclusões. Este, é um método informal, baseado em um conjunto de opiniões.  Atualmente, a ciência vem tomando proporções crescentes no senário do século XXI.  Ao contrario do senso comum, o conhecimento cientifico é um método formal que procura através do raciocínio lógico e métodos experimentais  comprovar  suas investigações.



Confira este link e saiba mais sobre o conhecimento cientifico:
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-conhecimento-cientifico/18633/




Caso Albert -Watson



Em 1920, na universidade de John Hopkins, foi realizada uma experiência por John Watson e sua aluna de doutoramento, Rosalie Rayner, demonstrou uma evidência empírica do conhecimento clássico.

Para tal experiência foi utilizado um bebé chamado Albert, com nove meses de idade como cobaia.

No início, Watson e sua colaboradora submeteram o pequeno Albert a testes psicotécnicos.

Depois o bebé foi confrontado com um rato branco, um coelho, um cão, um macaco, mascaras com ou sem cabelo, chumaços de algodão etc. O Albert não demonstrou medo nos testes realizados.

O John Watson apresentou ao bebé um som elevado, que para o produzir, utilizou um martelo que batia violentamente numa barra em ferro. Esse som foi produzido atrás da cabeça de Albert e, exposto juntamente com a presença do rato.

No início Albert metia o dedo direito na boca. Isto o abstraia do som irritante, Watson precisou de muitas tentativas até que o bebé não usasse esta forma de defesa.

Depois que Watson quebrou esta barreira, observou-se que Albert começou a chorar na presença do som. Uma semana depois, foi lhe só apresentado ao rato, sem o som, e também chorou. Cinco dias depois ele também apresentou tal comportamento na presença de um cão e um coelho. É interessante observar que, no intervalo dos testes Albert brincava alegremente com blocos de brinquedos. Observou-se que, nas sessões de teste posteriores, Albert também chorou na presença até de uma máscara de Pai natal.

As referidas experiências, sofreram diversas críticas. Foi considerado antitético, por usar um bebé numa experiência que não estava consciente da mesma, um bebé de 9 meses. Além disso não foi utilizada nenhuma técnica comportamental para extrair o condicionamento.

O menino havia associado o rato branco (estímulo neutro original, agora estímulo condicionado) com o barulho (estímulo incondicionado) e produzia a resposta emocional ou medo de chorar (originalmente a resposta incondicionada ao ruído, agora a resposta condicionada ao rato).

Esta experiência levou à seguinte progressão dos resultados:

§ Introdução de um som alto (estímulo incondicionado) resultou em medo (resposta incondicionada), uma resposta natural.

§ Introdução de um rato (estímulo neutro) emparelhado com o som alto (estímulo incondicionado) resultou em medo (resposta incondicionada).


Psicólogos, psiquiatras e psicanalistas


É muito comum existir duvidas referente a diferenças entre psicólogos, psiquiatras e psicanalistas. A psicologia é a ciência que estuda os aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais do ser humano. A raiz etimológica da sua palavra revela: psyquê (alma, mente) + logos (tratado, razão, estudo, conhecimento) .  O profissional que trabalha nesta área tem um vasto campo de atuação, pode-se citar como exemplo a psicologia clinica e educacional.  Os psicólogos passam cincos anos estudando  o comportamento normal e anormal, fazem diagnósticos sem uso de medicamentos.
Entretanto, o psiquiatra é uma especialidade da Medicina. O profissional dessa área necessariamente é um médico que está habilitado para cuidar de doenças mentais, fazendo tratamentos com medicações. Já a psicanálise, é a teoria criada por  Freud para explicar o funcionamento psíquico do homem, tomando como ponto de partida o inconsciente. Tem o uso de métodos como: hipnose, interpretação de sonhos, testes de personalidade.

Os Métodos da Psicologia


1.      Método Introspectivo

A introspecção propõe o conhecimento das emoções através da observação interna e reflexão por parte do próprio sujeito. O indivíduo é ao mesmo tempo sujeito do conhecimento e objecto de estudo num processo de auto-observação.
A introspecção controlada implica a presença de observadores externos e estruturação da descrição dos conteúdos dos seus próprios estados mentais, tomando consciência deles. Algums conteúdos mentais passíveis de introspecção são as crenças, as imagens, memórias (visuais, auditivas, olfactivas, sonoras e tácteis), intenções, as emoções e o pensamento em geral (conceitos, raciocínios, associações de ideias).
Este método é defendido pela corrente estruturalista.



2.      Observação controlada

Processo através do qual observadores humanos, utilizando como referência definições operacionais, registam comportamentos manifestos verbais e/ ou motores.
A realização da observação isolada do método experimental (geralmente constitui o primeiro momento do método experimental) sucede por, em determinadas ocasiões, e por motivos práticos ou deontológicos, não ser possível o recurso ao método experimental. Contudo é sempre possível estabelecer hipóteses e recorrer a técnicas de observação que permitam a verificação das hipóteses sem passar pela experimentação.

3.      Metodo Experimental

O método experimental baseia-se no método científico comum à maioria das ciências. É defendido pelo behaviorismo mas utilizado por outras correntes de psicologia. No método experimental, o psicólogo manipula activamente a experiência, escolhendo as respostas a serem medidas e controlando as influências estranhas que poderiam afectar os resultados da sua experimentação. O objectivo é verificar a veracidade das hipóteses, sendo que o experimentador tem que manipular um determinado factor ou condição (variável independente) e observar as consequências dessa manipulação no comportamento em estudo (variável dependente). A sua finalidade última é o estabelecimento de leis gerais, permitir conhecimentos sobre comportamentos comuns a um grupo de pessoas, não sendo aplicável a casos individuais.

Fases do método experimental:
I.             Formulação de hipóteses (hipótese prévia) - esta etapa serve como meio de apoio, que guiará a observação do experimentador.
II.           Experimentação - fase de verificação da hipótese. Esta etapa é um conjunto de observações realizadas.

4.      Metodo clinico

Não é um método de pesquisa nem pretende descobrir leis do comportamento, constituindo-se como uma série de procedimentos de diagnóstico e tratamento de pessoas com problemas de comportamento e/ ou emocionais.

O estudo desenvolve-se assim sobre um único indivíduo ao longo de determinadas fases:
i.  anamnese - levantamento da história individual do paciente
ii.  entrevista - colocação de questões ao paciente na tentativa de seleccionar hipóteses a partir das suas respostas verbais e não-verbais
iii. observação - estudo dos comportamentos do paciente no seu ambiente natural de modo a confirmar a hipótese seleccionada


5.      Método psicanalítico


Com o objectivo de conhecer o inconsciente Freud Estabelece um conjunto de procedimentos que nos podem fornecer informações sobre o inconsciente do paciente, responsável pelos seus distúrbios.
  1. hipnose - induzir o paciente, através de uma sugestão intensa, num estado semelhante ao sono.
  2. interpretação dos sonhos - os sonhos apresentam imagens figurativas de recalcamentos, ansiedades e medos, que depois de interpretados vão permitir ao psicanalista confirmar os resultados das suas investigações sobre problemas de comportamento apresentados pelo paciente.
  3. actos falhados - fenómenos ligados a lapsos de linguagem, de escrita, esquecimentos momentâneos de palavras. São acidentes de carácter insignificante e de curta duração.
  4. transferência - transferência inconsciente para a figura do psicanalista de sentimentos de ternura ou de hostilidade (transferência positiva ou negativa). É um processo de catarse, descarga psíquica, restabelecendo a relação entre a emoção e o objecto que inicialmente a despertou.



Gestalt


Desenvolvida por Kurt Koffka, Wolfgang Köhler e Max Wertheimer a psicologia do gestalt busca estudar os processos perceptíveis. Os fundadores da Psicologia da Gestalt estavam interessados em compreender a relação do comportamento com aquilo que percepcionamos.

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Princípios do Gestalt:






Behaviorismo/ comportamentalismo (John Watson 1878-1958)

O behaviorismo, também conhecido com comportamentalismo busca entender os eventos ambientais e suas respostas. Esta corrente tem como fundador John Watson, que no artigo Psychology as a behaviorist views postulou o estudo experimental e o objetivo dos comportamentos dos seres humanos com os estímulos que sao sujeito. Os estudiosos  behavioristas estudavam os eventos ambientais (estímulos). Esta corrente foi um movimento de grande impacto no campo da Psicologia moderna, influenciando nos setores do estudo do comportamento humano.


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Associacionismo (Edward L. Thorndike 1947 – 1949)

O principal representante do Associacionismo é Edward L. Thorndike, seus estudos de Psicologia Na Universidade de Harvard, Estados Unidos. Considerava que a apredizagem se da pela associação de ideias. Formulou a Lei do Efeito, está postuvala que todos os comportamentos de um organismo vivo tendem a repetir-se se nós recompensarmos e assim repeti-lo. Porém, o comportamento tenderá a não se repetir se for castigado.

Funcionalismo (Willian James 1842-1910)


Em contraste ao estruturalismo, a corrente do funcionalismo compreende que o objetivo da psicologia é o ajustamento do organismo às exigências do meio que vive. Willian James nasceu nos Estados Unidos e teve sua formação em medicina. Defendeu a ideia de que a mente consciente é como um constante fluxo, obtendo constante interação com o meio ambiente. Busca entender o processo adaptativo homem/ambiente. Como tambem, elege a consciencia como centro das preocupações.







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Estruturalismo (Wilhelm Wundt - 1832-1920)

O estruturalismo é uma corrente de estudo da psicologia que procurou investigar os fenômenos da consciência, seus elementos e estrutura. Na Alemanha no final do século XIX, na Universidade de Leipzig, o pesquisador Wilhelm Wundt criou o primeiro laboratório de psicologia experimental. Tornando-se um dos fundadores da psicologia experimental, tinha como objeto de estudo a estrutura consciente da mente e do comportamento, sobretudo as sensações. Para tal, ultilizou o metodo da introspecção a fim de ganhar informações sobre processos elementares da experiência consciente. Wundt funda a primeira revista de psicologia Philosophische Studien dedicada a relatos experimentais, como também escreveu o primeiro tratado de psicologia: ‘Fundamentos da psicologia fisiológica’.

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Saiba mais: http://pcmarques.paginas.sapo.pt/Li2.htm