
O segundo estádio, pré-operatório, é
posto como o período da preparação e da organização da inteligência operatória
concreta. Neste estagio a criança já deve ser capaz de manipular o seu ambiente
simbólico através do que vê no mundo lá fora em seus pensamentos. Durante este
estádio, a criança aprende a representar os objetos por palavras e a manipular
as palavras mentalmente. . O período pré-operatório é caracterizado por
consideráveis mudanças físicas, as quais são um desafio para os pais e
educadores, como para as próprias criança.Neste período, a maturação
neurofisiológica completa-se, permitindo o desenvolvimento de novas
habilidades, como a coordenação motora fina – pegar pequenos objetos com as pontas
dos dedos, segurar o lápis corretamente e conseguir fazer os delicados
movimentos exigidos pela escrita.O inicio deste estádio é marcado pelo
aparecimento da função semiótica ou simbólica, que sinaliza o início do
pensamento. A função simbólica é a capacidade de criar símbolos para substituir
ou representar os objetos e de lidar mentalmente com eles.A linguagem, a imagem mental e o jogo
simbólico são manifestações da função simbólica, permite à criança comunicar
com os outros, contudo, a criança nesse período é muito egocêntrica, sendo
assim para ela o diálogo é inexistente, mesmo quando brinca com outras crianças,
pois ela fala para si sem se importa com respostas dos outros.
Em resumo, no estagio pré-operatório a
criança desenvolve a linguagem, as imagens mentais e jogos simbólicos, assim
como muitas habilidades percentuais e motoras. Ou seja, ao falar, as palavras
são símbolos, ao desenhar um circulo ela irá dizer que é uma casa, ou se
estiver com pau dirá que é um cavalo, etc.
Segundo Piaget, o estagio
Pré-Operatório ainda subdivide-se em dois estágios:
1.
Pensamento
simbólico pré-conceitual 2 a 4 anos: a criança se caracteriza pelo pensamento
egocêntrico.
·
Animismo
ou Antropomorfismo: a criança tende a colocar sentimentos humanos a objetos à
sua volta com, por exemplo, um sorriso no sol e na
·
Realismo:
Materializa os sonhos, se ele sonhar que tem um monstro debaixo da cama,
acredita que existe.
·
Finalismo:
nada acontece por acidente; tudo tem uma justificação finalista; ex: as nuvens
movimentam-se para tapar o sol.
·
Artificialismo:
é a explicação de fenómenos naturais como se fossem produzidos pelos seres
humanos como, por exemplo, quem pintou o céu.
·
Egocentrismo:
é a tendência da criança de ligar tudo que o acontece com ela aos sentimentos e
ações.
2.
Pensamento
Intuitivo: 4 a 6/7 anos: O pensamento intuitivo surge a partir dos 4 anos, e
permite que a criança resolva alguns problemas, este pensamento é irreversível,
isto é, a criança está sujeita às configurações preceptivas sem compreender a
diferença entre as transformações reais e aparentes.
Características:
·
Centração:
A criança para dar uma resposta, se liga apenas em determinado aspecto a cada situação.
·
Irreversibilidade
do pensamento: a criança não consegue desfazer as ações que realizou para
comprovar o seu raciocínio.
·
Raciocínio
Transdutivo: As crianças tende a dar uma mesma explicação para varias situações.
As crianças tentam sempre encontrar uma causa para tudo, e, frequentemente,
estabelecem relações de causa-efeito.
·
Dificuldades
de transformação: O seu pensamento é estático, estão sempre no presente não
existe futuro para elas.
·
Sincretismo:
é um modelo de raciocínio que toma a parte pelo todo. Manifesta-se quando as
crianças não são capazes de separar diferentes aspectos ou partes de uma
situação ou objeto e agir de acordo com as suas características, misturando
conceitos de referenciais diferentes.
·
Dificuldades
de classificação: as crianças normalmente experimentam dificuldades para
estabelecer e relacionar classes de objetos ou situações
·
Dificuldades
de seriação: as crianças frequentemente têm dificuldades em ordenar ou criar
séries.